quinta-feira, 4 de outubro de 2012


O suco que previne o Alzheimer

Por Karla Precioso postado em 21/12/2011 às 14h00

Foto reprodução
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Siga a receita publicada pela revista Saúde:
Suco de uva, gengibre e maçã
150 ml de água
1 cacho de uvas roxas
1 maçã
1 pedaço pequeno de gengibre
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Se usar a centrífuga, não é preciso adicionar água. Coe a bebida em uma peneira e beba em seguida.
Maça: há indício de que, no cérebro, substâncias presentes na fruta diminuam a deposição de proteínas culpadas por exterminar neurônio, um fenômeno típico do Alzheimer.
Gengibre: ele melhora a circulação, fortalece a imunidade e atua contra os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

RADICAIS LIVRES, ANTIOXIDANTES E ALZHEIMER


domingo, 1 de agosto de 2010Radicais Livres
Em geral, estudos indicam que os radicais livres podem estar envolvidos na patogênese da morte dos neurônios na DA. A geração de espécies reativas de oxigênio (ROS) pode ser induzida pela própria lesão tecidual, por isso não se sabe se este é um evento primário ou secundário. Mesmo se a geração de radicais livres for posterior a outras causas de início, os radicais livres são deletérios e parte de uma cascata de eventos que podem levar à morte dos neurônios, sugerindo que os esforços terapêuticos que visam tanto à remoção de ROS como à prevenção de sua formação pode ser benéfico na DA.


Essa produção excessiva de radicais livres causa danos aos sistemas de membranas neuronais, acarretando uma peroxidação de lipídeos e uma oxidação das proteínas de membrana. É discutida também a importância dos níveis elevados de ferro, que podem contribuir para a propagação do processo peroxidativo, liberando aldeídos tóxicos e hidroperóxidos lipídicos no citoplasma.
Esse dano oxidativo à membrana neuronal poderia desencadear uma deficiência na homeostase iônica (pelo aumento do influxo de cálcio e a inibição da Ca2+ - ATPase mediada pelo efluxo de Ca2+) e um consequente aumento dos níveis citoplasmáticos de Ca2+. Esses eventos ativam a síntese de óxido nítrico cálcio-dependente (levando a formação de ONOO- pela reação de óxido nítrico com oxigênio) e ativam, descontroladamente, as proteases cálcio-dependentes (por exemplo a calpaína).

A disfunção homeostática de cálcio contribui para uma disfunção mitocondrial (possivelmente aumentando as taxas normais de produção de O2-, levando a uma produção de OH- e/ou ONOO-. Essa cadeia de eventos pode explicar a disfunção das células nervosas e sua morte no cérebro de um paciente com DA: a membrana plasmática com ROS acaba gerando danos às proteínas de membrana, perda da homeostase de cálcio e uma disfunção mitocondrial, resultando em necrose.

Acredita-se que a modificação oxidativa do DNA nuclear e mitocondrial agravam a DA, e sua constatação é frequentemente utilizada como um marcador de estresse oxidativo. De fato, danos extensos do DNA mitocondrial foram observados quando as células PC12 foram expostas ao β-amilóide, mostrando uma correlação direta entre estresse oxidativo e danos no DNA: o DNA mitocondrial (DNAmt) é mais propenso ao dano oxidativo quando comparada com a do DNA nuclear (nDNA), pois o mtDNA está exposto a elevadas concentrações de ROS, enquanto o nDNA está bem protegido pelas histonas.

A doença de Alzheimer tem como uma das diferenças com relação ao processo de envelhecimento normal a elevada liberação de radicais livres no cérebro: no envelhecimento normal, as mitocôndrias naturalmente liberam radicais livres que, por serem altamente reativos, podem danificar a membrana do neurônio celular ou seu DNA.

A Trissomia 21 é um modelo de envelhecimento acelerado, que se explica pelo excesso de superoxidodismutase (SOD) - o gene da SOD está no cromossomo 21. O excesso de SOD leva a um excesso de H2O2 (radical livre) que ultrapassa as capacidades metabólicas das outras enzimas ligadas à degradação dos radicais livres. Isso poderia levar ao envelhecimento acelerado com surgimento de sinais histopatológicos da DA. Foi descoberto que a β-amiloide, que tem sua produção elevada em indivíduos com síndrome de Down, gera radicais livres em algumas placas neuríticas, o que pode potencializar o efeito oxidativo no cérebro, acelerando a degeneração neuronal.

Proteção contra ROS

Antioxidantes como o ácido ascórbico, vitamina E, glutationa, e β-caroteno podem interceptar ânions hidroperóxido e radicais superóxido, bem como os radicais hidroxila, limitando os seus efeitos tóxicos. Em geral, as combinações de vitamina C e vitamina E, são mais eficazes como antioxidantes em comparação com qualquer outro sozinho. Nestes casos, a vitamina E pode ser regenerada a partir de sua forma modificada oxidativamente pela reação com a vitamina C, que é relativamente mais abundante nas células.



Bibliografia:
http://cienciabrasil.blogspot.com/2009/10/papers-recentes-do-mhl-em-pdf.html
Oxidative stress and medical sciences (text-book, chapter 13)
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9165306
http://www.sciencedaily.com/releases/1998/12/981209080830.htm

Postado por Luciana Nakanishi às 05:33

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Diagnóstico de Alzheimer surpreende britânica aos 52 anos


BBC

Diagnosticada aos 52 anos com mal de Alzheimer, a britânica Ann Johnson virou referência na luta contra doença degenerativa que ataca a memória e atinge mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo. No caminho, conheceu celebridades e chegou a se encontrar com o primeiro ministro britânico.
Ela já viajou pela Grã-Bretanha, dando palestras a profissionais de saúde e pacientes e participando de conferências internacionais, e também colaborou com a criação da campanha de conscientização sobre o assunto lançada pelo departamento de saúde britânico.
Como reconhecimento, Ann chegou a receber o título de doutora Honoris Causa da Universidade de Bolton.
No Brasil, cerca de um milhão sofrem do mal, que aumenta a incidência conforme avança a idade.
Estudos apontam que, enquanto um por cento dos idosos entre 65 e 70 anos têm demência (como também é conhecida a doença). Após os 90 anos, a incidência sobe para mais de 60%.
Há seis anos Ann se mudou para um centro de tratamento em Manchester, logo após ser diagnosticada com o mal. Nada fora do comum, se não fosse pela idade dela, 52 anos, considerada precoce para a doença.
Sintomas
Como ex-enfermeira e professora da Universidade de Manchester, Ann, agora com 58 anos, conhece bem os males da doença. Ela, inclusive, acompanhou de perto o sofrimento do pai diante da demência durante anos.
Por isso, ela teve facilidade em reconhecer os primeiros sintomas.
'Eu estava esquecendo de palavras, minha memória recente estava mal e eu me perdia quando saía de casa. Comecei a ter problemas no trabalho'. Ela se aposentou logo após ser diagnosticada com a doença.
Simples tarefas cotidianas como contar dinheiro, ter a noção do tempo e fazer compras se tornaram um desafio.
'O problema é que você não pode ver os meu problemas. Não é como uma perna quebrada. Você não noção, então é difícil para as pessoas entenderem', conta ela, que sempre anda acompanhada de um amigo.
Tratamento
O mal de Alzheimer não tem cura, mas o tratamento é capaz de retardar o avanço da doença e tratar os sintomas, que incluem perda da memória, problemas visuais, desorientação e mudanças na personalidade.
A professora de neurologia no Centro de estudo de demência na University College London, Nick Fox, diz que estudar os casos de demência precoce, como o de Ann, são muito importantes para entender as causas e apontar futuros tratamentos da doença.
Ela conta que estes sintomas nessa idade podem ser muito piores e as consequências, devastadoras. 'Eles podem enfrentar muitas dificuldades se a doença não for diagnosticada. As pessoas podem ter problemas financeiros em um momento que estão próximos da aposentadoria', diz Fox.
O que os especialistas sabem sobre o mal, que afeta a parte posterior do cérebro, é que proteínas começam a se acumular nesta região da cabeça, fazendo com que os nervos funcionem menos, até morrerem.
Ann toma remédios que impedem que a doença avance, mas ela sabe que eles não podem fazer com que o mal de Alzheimer regrida.
'Eu não penso sobre o futuro, é assustador. Eu vi o meu pai perder todas as habilidades, então eu vivo dia a dia. Eu escrevo uma lista e faço as tarefas', conta.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

sábado, 8 de setembro de 2012


Uvas vermelhas são ótimas aliadas contra o Mal de Alzheimer

Pesquisa norte-americana mostra que a semente da fruta atua contra os efeitos da doença que ataca o cérebro e protege a memória

Abril.com

Da Redação

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Substância fica na semente da fruta
Substância fica na semente da fruta

Alguns benefícios das uvas vermelhas para a saúde já são conhecidos. Sabe-se, por exemplo, que suas substâncias protegem o coração. Por isso o vinho tinto e o suco de uva são recomendados para evitar problemas cardíacos.

Uma nova pesquisa mostra agora que elas também são bem-vindas para proteger o CÉREBRO.

Uma pesquisa do Centro Médico Mount Sinai, em Nova York, nos Estados Unidos, descobriu que os POLIFENÓIS presentes na SEMENTE da fruta ajudam a tratar o MAL DE ALZHEIMER, diz a revista SAÚDE!.

A doença degenerativa elimina as funções cognitivas e é responsável pela perda de memória.

Com a descoberta, os pesquisadores analisam a possibilidade de criar suplementos com a substância. “Esses compostos têm conhecida ação antioxidante e, em tese, protegem as células do sistema nervoso”, concorda a nutricionista Adriana Kobayashi, de São Paulo.

No entanto, ela faz uma ressalva: “o estudo americano ainda não foi feito em seres humanos. Então, vamos aguardar mais pesquisas”.

Esta não é a única novidade relacionada às uvas.

Outra pesquisa americana constatou que vinho tinto protege o pulmão contra câncer.

sábado, 11 de agosto de 2012


Descoberta relaciona colesterol alto a maior risco de desenvolvimento do Alzheimer

CHANG W. LEE/THE NEW YORK TIMES
Publicado:
Atualizado:
NOVA YORK - A prevenção e o tratamento da forma mais comum de demência acima de 65 anos podem esta mais próximos de serem alcançados. Cientistas descobriram novos cinco genes associados à doença de Alzheimer. Um dado interessante da pesquisa é a comprovação de que pessoas com colesterol alto e inflamação de vasos no cérebro são mais propensas a sofrer desse mal. Com o resultado desta investigação, já chega a dez o número de genes relacionados ao Alzheimer, todos identificados nos últimos anos. Os dados abrem caminhos para traçar novas estratégias contra a demência, incluindo o desenvolvimento de fármacos para frear ou evitar a morte dos neurônios no cérebro.
Em dois estudos independentes, publicados na revista "Nature Genetics", 300 cientistas analisaram os genomas (a informação hereditária de um organismo codificada em seu DNA) de 54 mil pessoas, com e sem Alzheimer, nos Estados Unidos e na Europa. O foco principal deles é a doença de manifestação tardia, que aparece em indivíduos com mais de 65 anos e corresponde a 90% dos casos.
Os cinco novos genes descobertos (MS4A, ABCA7, CD33, EPHA1 e CD2AP) somam-se a outros descritos anteriormente: CLU, PICALM, CRI, BIN1 e APOE. Este último, também envolvido no metabolismo do colesterol, eleva muito o risco de sofrer de Alzheimer.
- Se fosse possível eliminar os efeitos negativos de todas as dez variantes dos genes, seriam prevenidos 60% a 80% dos casos dessa forma de demência incurável - afirma Julie Williams, do Centro de Genética e Genômica Neuropsiquiátricas da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, e líder de um grupo de pesquisadores.
Os autores dizem que os novos genes marcam diferenças específicas em portadores de Alzheimer, incluindo variações no sistema imunológico e na forma como o cérebro controla o colesterol e outras gorduras no organismo. Durante anos os cientistas desconfiavam que altos níveis de colesterol e a inflamação no cérebro favorecem o aparecimento de Alzheimer. Agora a pesquisa genética parece reforçar esta linha de pensamento.
A investigação é a maior já realizada sobre a origem da doença de Alzheimer. Tanto que o médico Michael Boehnk, professor da Universidade de Michigan, declarou ao jornal "The New York Times" que a associação dos novos genes à doença é uma "evidência muito, muito forte". Gerard Schellenberg, pesquisador da Universidade da Pensilvânia e principal autor de um dos projetos, afirma que, certamente, há outros genes envolvidos no Alzheimer e que eles ainda precisam ser identificados.
Ainda segundo os cientistas que participaram desse trabalho, os novos genes sugerem um novo processo relacionado ao desenvolvimento da doença: a endocitose, o mecanismo no qual as células vivas absorvem material; moléculas, pedaços de detritos ou outras células. No Alzheimer, haveria dificuldade para eliminar as proteínas tóxicas do cérebro.Casos vão duplicar a cada 20 anos
Até agora, os cientistas sabem que um dos primeiros sinais de Alzheimer é o acúmulo de proteína beta amiloide, formando placas nos neurônios, algo observado claramente no cérebro de cadáveres.
- Estamos começando a juntar as peças do quebra-cabeças e a entender melhor a doença - disse Julie, prevendo que, a partir dos novos dados, serão desenvolvidas drogas mais eficazes contra a doença, num prazo de dez a 15 anos. - O interessante é que os genes que conhecemos agora - os cinco novos, além dos anteriormente identificados - estão agrupados em padrões.
As descobertas dobram o número de genes envolvidos na doença, diz Richard Mayeux, diretor de neurologia do Centro Médico da Universidade de Columbia, dando aos cientistas muitos novos caminhos a explorar. A Organização Internacional de Doença de Alzheimer prevê que, à medida que as populações envelheçam, os casos de demência vão duplicar a cada 20 anos, atingindo 66 milhões em 2030 e 115 milhões, em todo o mundo, em 2050. E grande parte desse aumento, dizem epidemiologistas, será em países mais pobres.
O Alzheimer afeta pelo menos 5,4 milhões de americanos; e, de acordo com Associação de Alzheimer, uma em cada oito pessoas acima de 65 anos sofre desse mal, que tem grande impacto na vida social e econômica. Só os Estados Unidos gastam US$ 183 bilhões por ano cuidando e tratando desses pacientes. Na Grã-Bretanha, 500 mil pessoas vivem com a doença. No Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer, são 1,2 milhão de pessoas com a doença.
- Em algum momento acredito que seremos capazes de prever esta doença na idade madura, porque é nesta fase que podemos intervir para diminuir o risco - diz Mike Owen, da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff. - No entanto, quando esses testes forem desenvolvidos, a aceitação da sociedade para aplicá-los dependerá muito da forma como eles serão úteis em termos de tratamento dessa doença.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/descoberta-relaciona-colesterol-alto-maior-risco-de-desenvolvimento-do-alzheimer-2801498#ixzz23F3rS2YV
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A cura da doença de Alzheimer (!?)



A cura da doença de Alzheimer 


publicado em tecnologia por
Alzheimer Cura Doenca medicina
Alguns especialista estão a testar uma nova droga que poderá ter a capacidade de reverter todos os sintomas da doença de Alzheimer em apenas alguns minutos. Cientistas ingleses dizem que é ainda cedo para que se possam tirar grandes conclusões, uma vez que os testes somente foram feitos num reduzido número de portadores da doença, e não podem ainda ser generalizados ou encarados como uma cura de facto eficiente.

O tratamento envolve a injecção de uma droga chamada Enbrel - que normalmente é utilizada no tratamento da artrite - na coluna, junto ao pescoço. A actuação da droga passa pelo bloqueio de um químico responsável pela inflamação. Pelo menos um dos doentes que foi tratado com este composto viu os sintomas completamente revertidos em apenas alguns minutos, enquanto outros melhoraram substancialmente na incapacidade de memorização de factos recentes, com a administração de injecções semanais.
Diversos artigos saíram já nos media sobre este assunto. Para quem possui a infelicidade de contactar de perto com esta terrível doença, fica mais alguma esperança.

quinta-feira, 19 de julho de 2012



Cientistas avançam na cura do Alzheimer

Pesquisadores descrevem que droga utilizada no tratamento de câncer melhorou rapidamente perda de memória e capacidade cognitiva em modelo animal da doença


AFP

Cientistas ficaram surpresos com a velocidade com que a droga aplicada melhorou a perda de memória e problemas de comportamento
São Paulo - Um grupo de cientistas nos Estados Unidos acaba de dar um passo importante na busca por um tratamento eficiente para a doença de Alzheimer.
Em artigo publicado nesta sexta-feira (10/02) no site da revista Science, Gary Landreth, professor da Universidade Casa Western, e colegas de diversas instituições descrevem que a droga bexaroteno foi capaz de agir contra diversos efeitos da doença.
O bexaroteno é aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) do governo norte-americano e usado há mais de uma década no tratamento de alguns tipos de câncer, como no sistema linfático.
De acordo com a pesquisa, camundongos administrados com a droga apresentaram reversão rápida no quadro clínico com relação a efeitos danosos promovidos pelo Alzheimer, como perda de memória e prejuízos cognitivos. Segundo os autores do estudo, os resultados são mais do que simplesmente promissores.
A doença de Alzheimer decorre em grande parte da incapacidade do organismo em limpar o cérebro de fragmentos de proteínas conhecidas como beta-amiloide, que ocorrem naturalmente. Em 2008, Landreth e equipe descobriram que o principal condutor de colesterol para o cérebro, a abolipoproteína (ApoE), facilita a remoção das proteínas beta-amiloide.
No novo trabalho, os pesquisadores decidiram investigar os efeitos do bexaroteno no aumento da expressão da ApoE em camundongos modificados geneticamente para apresentar efeitos semelhantes aos promovidos pelo Alzheimer em humanos