segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



Vinho tinto contra o Alzheimer

cura de alzheimer
O segredo por trás do vinho tinto é um só, e chama-se resveratrol. Este antioxidante é o responsável de praticamente todas as propriedades desta bebida, e ele é encontrado no vinho porque está presente na pele das uvas.
No dia de hoje falaremos de um novo benefício que podemos obter com o consumo de vinho tinto, e esse benefício está associado a uma doença cerebral muito complicada e conhecida: oAlzheimer. Resultados preliminares de uma nova pesquisa sugerem que o vinho tinto previne o Alzheimer, e novamente, o protagonista é o resveratrol.
Aparentemente o resveratrol presente no vinho pode eliminar os efeitos tóxicos de uma proteína associada ao Alzheimer, o peptídio Aβ1-42, que é uma proteína que forma placas que prejudicam a saúde cerebral.
Em pesquisas realizadas sobre células humanas os pesquisadores comprovaram que o resveratrol desmancha as placas ameaçadoras  e conserva aquelas que não prejudicam.

Vitamina B pode retardar a evolução do Alzheimer

Cérebro e Alzheimer
Imagem comparativa entre um cérebro com Alzheimer (esq.) e outro sem a doença (Thinkstock)
Ingerir altas doses de vitamina B - encontrada em carnes, peixes, ovos e verduras - pode reduzir pela metade o processo degenerativo no cérebro de pessoas com Alzheimer. A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, é considerada o passo inicial no tratamento da doença.
O processo natural de encolhimento do cérebro depois dos 60 anos acontece, em média, a um ritmo de 0,5% ao ano. Em pessoas com debilidade cognitiva - sintoma que aparece no início da demência -, esse ritmo é duas vezes maior. Já nos pacientes com Alzheimer, o cérebro encolhe cerca de 2,5% ao ano. Com a ingestão do complemento de vitamina B, no entanto, o encolhimento apresentou, no estudo, uma baixa significativa e chegou ser de 30% a até 50% mais lento.
"Essas vitaminas estão protegendo a estrutura do cérebro. Isso é muito importante para evitar o Alzheimer”, afirma David Smith, autor da pesquisa. A vitamina B (ácido fólico, vitamina B6 e B12) controla os níveis de uma substância conhecida como homocisteína no sangue, cujas altas taxas estão relacionadas ao encolhimento rápido do cérebro.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Tratamentos Alternativos



Um número crescente de remédios fitoterápicos, suplementos alimentares e "alimentos médica" são promovidos como potenciadores de memória ou tratamentos para retardar ou impedir a doença de Alzheimer e desordens relacionadas. 


Reclamações sobre a segurança e eficácia destes produtos, no entanto, baseiam-se em grande parte, depoimentos, tradição e um corpo bastante pequeno da pesquisa científica.


 A pesquisa científica rigorosa exigida pela Food and Drug Administration EUA (FDA) para a aprovação de um medicamento de prescrição não é exigido por lei para a comercialização de suplementos alimentares ou "alimentos médica."
  • Eficácia e segurança são desconhecidas. A pesquisa científica rigorosa exigida pela Food and Drug Administration EUA (FDA) para a aprovação de um medicamento de prescrição não é exigido por lei para a comercialização de suplementos dietéticos. O fabricante de um suplemento dietético não é obrigado a fornecer o FDA com as provas em que baseia suas reivindicações para a segurança e eficácia.
  • Pureza é desconhecida. O FDA não tem autoridade sobre a produção de suplemento. É responsabilidade de um fabricante em desenvolver e aplicar as suas próprias orientações para garantir que seus produtos são seguros e contêm os ingredientes listados no rótulo as quantidades especificadas.
  • Más reações não são rotineiramente monitorados. Os fabricantes não são obrigados a comunicar à FDA quaisquer problemas que os consumidores experimentam depois de tomar os seus produtos. A agência não fornece canais de comunicação voluntária para os fabricantes, profissionais de saúde e consumidores, e irá emitir avisos sobre o produto quando não há motivo para preocupação.
  • Suplementos alimentares pode ter sérias interações com medicamentos prescritos.Ninguém deve tomar um suplemento sem antes consultar um médico.

domingo, 1 de janeiro de 2012


Doença de Alzheimer
Introdução Descrição Diagnóstico Tratamento Bibliografia

Tratamento
O que o paciente pode esperar do tratamento?
Como outros profissionais da saúde podem ajudar no tratamento?
Que drogas podem ser usadas no tratamento da doença de Alzheimer?
Quais são os medicamentos que atuam diretamente na doença?
Para que servem os inibidores da acetil-colinesterase?
Que resultados podem ser obtidos com os inibidores da acetil-colinesterase?
Quais são efeitos colaterais dos inibidores da acetil-colinesterase?
Para que serve a memantina?
Que drogas são utilizadas nas alterações de comportamento?
Como saber se as drogas estão sendo eficientes?
É possível prevenir a doença de Alzheimer?
O que o paciente pode esperar do tratamento?
  1. Não pode haver a expectativa de que apenas tomar um comprimido vai resolver os problemas trazidos por uma doença tão devastadora.
  2. Não existe nenhum tratamento miraculoso e rápido para a doença. Os resultados tendem a ser ou estabilização dos sintomas ou ganhos modestos que levam algum tempo para aparecer.
Por isso, a doença de Alzheimer exige mais que um médico. É necessária a participação de diferentes profissionais da saúde. Também é importante lembrar que a doença é progressiva, ela tende a piorar sempre. Um tratamento, qualquer que seja, se não trouxer melhoras mas evitar que ela progrida, deve ser considerado bem sucedido.
Como outros profissionais da saúde podem ajudar no tratamento?
  • As perdas na independência funcional podem ser diminuídas ou estabilizadas com treinamento e reabilitação;
  • As dificuldades de linguagem e, em estágio mais adiantado, as alterações para engolir podem ser acompanhadas por um fonoaudiólogo;
  • As complicações decorrentes das alterações de apetite e de comportamento, associadas à dificuldade de linguagem, podem ser minoradas com o auxílio de uma enfermeira, que será essencial nos estágios mais avançados da doença;
  • Um profissional treinado pode assessorar nas modificações para tornar o lar mais seguro e no manejo adequado de cada paciente.
Que drogas podem ser usadas no tratamento da doença de Alzheimer?
Existem dois tipos de drogas:
  • as que atuam diretamente sobre a doença;
  • as que atuam sobre complicações ou conseqüências da doença, como as alterações de comportamento.
Quais são os medicamentos que atuam diretamente na doença?
Como não se sabe a causa da deposição de proteínas anormais nessa doença, é impossível atacar a raiz do problema. Entretanto, em um período não muito longo, poderão estar disponíveis drogas que aumentam a sobrevida dos neurônios. Elas podem fazer com que a doença progrida mais devagar ou até mesmo estacione. No momento, existem as drogas que evitam a decomposição da acetil-colina - os inibidores de acetil-colisterase e a memantina.
Para que servem os inibidores da acetil-colinesterase?
Na fase inicial da doença, ocorre principalmente a perda de neurônios que usam como mensageiro a acetil-colina, uma substância importante no processo de memória e aprendizado. A acetil-colina é produzida no cérebro a partir da colina, presente em alimentos da dieta do dia-a-dia. Depois de utilizada como mensageiro químico entre os neurônios, a acetil-colina é degradada pela enzima acetil-colinesterase, transformando-se novamente em colina.
Se existe uma deficiência na produção de acetil-colina, um modo de controlar o problema é evitar que a pouca acetil-colina produzida seja degradada, impedindo a ação da enzima através dos inibidores, ou seja, os inibidores da acetil-colinesterase.
Que resultados podem ser obtidos com os inibidores da acetil-colinesterase?
Em princípio o tratamento com essas drogas tem mais chance de sucesso no início da doença, mas também é possível haver melhora em fases um pouco mais avançadas.
A resposta de melhora, com a pessoa voltando a fazer coisas que não conseguia mais devido á progressão da doença, não é a mais comum. A estabilização, com a progressão interrompida ou tornando-se mais lenta, é mais freqüente. Muitas pessoas não apresentam resposta alguma.
Algumas pessoas podem apresentar uma resposta ao medicamento logo no início, o mais comum é observar o efeito após dois a quatro meses de tratamento.
É importante lembrar que uma boa resposta ao tratamento depende da utilização da dosagem correta e por um tempo adequado e nada impede que o paciente melhore no início e depois volte a piorar, pois a doença é progressiva.
Quais são efeitos colaterais dos inibidores da acetil-colinesterase?
O principal efeito colateral é sobre o tubo digestivo, podendo haver náuseas, vômitos ou diarréia. Não é raro a pessoa apresentar agitação ou dor de cabeça. Aparecendo algum desses sintomas, a medicação não deve ser interrompida - o médico deve rever a dosagem ou adotar alguma medicação para combater os efeitos colaterais.
Para que serve a memantina?
No cérebro existem amino-ácidos excitatórios, o aspartato e o glutamato, que são importantes no processo de aprendizado e memória. Quando sua ação é excessiva, esses amino-ácidos causam lesão e morte dos neurônios, sendo este um dos mecanismos da doença de Alzheimer. A memantina atua diminuindo a ação do glutamato sobre seus receptores, trazendo-os para níveis mais fisiológicos. Neste sentido, do mesmo modo, embora por um outro mecanismo, a memantina pode estabilizar sintomas e retardar a evolução da doença.
Que drogas são utilizadas nas alterações de comportamento?
As alterações do comportamento são um aspecto à parte. Antes de pensar em medicamentos, é essencial verificar se existe um precipitante para o distúrbio como, por exemplo, a maneira como o cuidador aborda o paciente que não quer tomar banho. Muitas vezes, uma orientação adequada resolve o problema. Quando a medicação é necessária, ela deve ser usada na menor dose possível e pelo tempo estritamente necessário. É preciso lembrar que muitos dos medicamentos para controle de agitação e agressividade podem piorar a confusão mental ou deixar a pessoa rígida, trazendo dificuldades para a movimentação, inclusive para caminhar e engolir.
Como saber se as drogas estão sendo eficientes?
As medicações que atuam diretamente na doença são caras e de uso prolongado. É importante, na medida do possível, certificar-se de sua eficiência, por meio de:
  • a avaliação funcional, observando como a pessoa está desempenhando suas atividades no dia-a-dia;
  • a avaliação cognitiva (de memória, linguagem e outras funções), que deve ser feita por profissional treinado.
Essas avaliações devem ser feitas em conjunto e não devem ser repetidas a prazos muito curtos pois não haverá tempo para resposta. A partir dos resultados dessas avaliações é possível decidir se vale a pena continuar o tratamento ou interrompê-lo.
É possível prevenir a doença de Alzheimer?
Não existe maneira totalmente eficaz de prevenção, mas já foram identificados alguns fatores que podem mudar o seu curso. Pessoas com alta escolaridade e atividade intelectual intensa apresentam os sintomas somente quando a atrofia cerebral está em um estágio mais avançado do que em pessoas com baixa escolaridade, ou seja, nessas pessoas com maior atividade intelectual é necessária maior perda de neurônios para que apareçam os mesmos sintomas de pessoas com menor atividade intelectual.
Do mesmo modo, o uso de vitamina E em alta dose e a reposição de hormônios, para as mulheres que entraram na menopausa, podem diminuir a chance da doença, fazendo com que ela apareça mais devagar. Mais recentemente demonstrou-se um efeito semelhante com o uso de anti-inflamatórios. Como se pode ver, aspectos fundamentais da doença ainda são desconhecidos, mas o que já se sabe não justifica uma atitude de "nada existe para fazer".



domingo, 25 de dezembro de 2011


13 jul 2011

Canela contra o Alzheimer

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Pesquisas recentes, realizadas pela Universidade de Tel Aviv (Israel) chegaram à conclusão de que o extrato de canela é uma arma poderosa contra o mal de Alzheimer, doença que afeta 18 milhões de pessoas no mundo.
Uma equipe de cientistas liderada pelo prof. Michael Ovadia decidiu extrair uma substância líquida da planta da canela, que já demonstrou inibir o desenvolvimento do Alzheimer em ratos de laboratórios.
As substâncias denominadas CEppt foi capaz de reduzir o progresso da doença em ratos que cresceram com mutações genéticas que causam um avanço agressivo do Alzheimer. O grupo descobriu também que o extrato de canela também é capaz de dissolver as chamadas fibras beta-amiloides, cujo acúmulo no cérebro mata neurônios em pacientes com Alzheimer.
A canela também traz benefícios no combate a pressão alta, diabetes, herpes, acne, reumatismo, perda de memória, infecções urinárias e até mesmo alguns tipos de câncer. Os estudos continuam, mas, de qualquer forma, a especiaria é benéfica e os resultados de seu uso têm sido satisfatórios.
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Aspirina pode ser arma contra mal de Alzheimer, diz estudo



Mas o uso regular e prolongado pode ter efeitos colaterais.
Cientistas americanos encontraram novas evidências de que a aspirina pode adiar e, às vezes, até mesmo evitar os sintomas do mal de Alzheimer. As conclusões dos pesquisadores foram reveladas pouco depois da publicação de estudos recentes, sugerindo que a aspirina também pode ser uma arma importante na luta contra cânceres, doenças cardiovasculares e artrite.No entanto, especialistas afirmam que a nova pesquisa não significa que as pessoas devem tomar aspirinas regularmente, sem antes consultar um médico."Os efeitos colaterais associados ao uso regular e prolongado de aspirinas podem ser sérios, incluindo gastrite, úlcera e problemas renais", alerta Harriet Millward, vice-presidente do Instituto de Pesquisa Alzheimer, da Grã-Bretanha.

O estudo

Uma equipe liderada pelo pesquisador John Breitner, do VA Puget Sound Health Care System, em Seattle, examinou cerca de 5 mil pessoas com mais de 65 anos para verificar se elas tinham o mal de Alzheimer.Os voluntários também responderam a perguntas sobre o uso regular de aspirinas e remédios derivados.O estudo, publicado no jornal Neurology, mostrou que os sintomas do mal de Alzheimer apareceram em menor número entre aqueles que tomaram aspirinas ou medicamentos semelhantes por mais de dois anos. Apesar da descoberta, os pesquisadores afirmam que aparentemente os benefícios da aspirina só se aplicam às pessoas que tomam o remédio regularmente por um longo período.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ecologia Médica: Medicamento à base de melatonina pode melhorar a qualidade de vida de portadores de demência

PARA CONFERIR A MATÉRIA PUBLICADA ABAIXO, CLIQUE NO SEGUINTE LINK:

http://www.ecologiamedica.net/2011/03/medicamento-base-de-melatonina-pode.html


Medicamento à base de melatonina pode melhorar a qualidade de vida de portadores de demência

Um novo estudo, conduzido por médicos da Escócia, quer descobrir se uma droga associada ao sono pode melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência.

A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph" nesta segunda-feira.

A empresa de pesquisa médica CPS Research, em Glasgow, está conduzindo um ensaio clínico utilizando um medicamento contendo melatonina, um hormônio que induz ao sono. Os pesquisadores esperam que a substância reduza sintomas associados à demência.

A equipe do projeto "Melatonin in Alzheimer's Disease", pioneiro no mundo, espera recrutar 50 pacientes para o estudo, durante um período de seis meses.  Qualquer paciente diagnosticado com Alzheimer, que esteja em tratamento, pode ser elegível para participar do estudo.

A causa mais comum de demência é a doença de Alzheimer, mas outras condições que afetam o cérebro também podem causar o problema.

Segundo Gordon Crawford, do CPS Research, "a demência é uma condição degenerativa, que afeta a vida de famílias e amigos dos pacientes. Ao reduzir os sintomas da doença, espera-se que tanto os pacientes quanto seus acompanhantes possam desfrutar de uma qualidade de vida melhor".

"Na nossa base para o projeto, investigamos uma versão de liberação lenta do composto natural melatonina. Nossos resultados sugerem que os participantes funcionavam melhor durante o dia - possivelmente por causa de um padrão de qualidade do sono melhor."

"A melatonina não é utilizada no tratamento da demência, mas é registrada na Europa e no Reino Unido para uso em pacientes idosos com dificuldades para dormir. Já foi provado que o hormônio é seguro e isento de efeitos colaterais. Estamos investigando se o uso como um tratamento adicional da demência pode transformar a vida dos pacientes e seus cuidadores."

"Com a ajuda de voluntários da Escócia, nosso objetivo é determinar se a adição de melatonina aos tratamentos atuais pode proporcionar um grande avanço no tratamento da demência."

Para Alan Wade, do CPS Research, "o que sabemos é que os pacientes com Alzheimer não produzem melatonina como pessoas saudáveis. O estudo vai descobrir como a adição de melatonina os afeta."

A droga utilizada no estudo é chamada Circadin.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/894980-hormonio-do-sono-pode-reduzir-sintomas-da-demencia-diz-estudo.shtml